Páginas

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retratos - 19


Devem os artistas assinar as suas obras fotográficas ? Parte 3

Gastei algum tempo para tentar perceber se fotografos credenciados assinam as suas obras.

Chegar a uma conclusão é - para mim - um pouco difícil. Consegui obviamente ver imagens de grandes fotografos mas não de forma a perceber claramente se as obras estavam assinadas.
Sim, não basta ver uma imagem da sua autoria. O ideal é ver uma imagem numa exposição por exemplo em que se perceba a existência da assinatura.


A identificação de um trabalho fotográfico com o seu autor é fácil se tivermos um conhecimento mínimo do seu estilo. Sebastião Salgado é paradigmático. Mas também é verdade que ele já não precisa de assinar as imagens pois tem tanta credibilidade e classe que elas (as imagens) valem por si.

Eric Meola num estilo em que as cores explodem por todo o lado é outro exemplo.

Não encontrei partindo do site da Ilford nenhum artista que assine as suas obras. Talvez haja e é natural que assim seja, mas não encontrei...

Na Canson também não encontrei nada.
Vou estar alerta e quando surgir uma oportunidade assinalarei.

Sou forçado a concluir que assinar os trabalhos ou não, é simplesmente uma questão de escolha por parte do autor.
O mesmo acontece com a aposição de selos como referi anteriormente na Parte 2.

A metáfora de 2013

2013

Um ano o melhor possível em 2013

Alegoria ao novo ano que se aproxima - Fotografia e composição de Luísa Correia

domingo, 30 de dezembro de 2012

Devem os artistas assinar as suas obras fotográficas ? Parte 2

Outra alternativa à mencionada anteriormente é a oferecida pela Hahnemuhle, uma prestigiada marca Alemã com anos de experiência nestas matérias de papel fotográfico.

Esta marca parece ir mais longe que a Epson propondo um conjunto englobando certificado de autenticidade e selo holográfico. Este destina-se a ser colocado na parte da frente (!) da fotografia enquanto aquele a acompanha conferindo-lhe a autenticidade e valor de uma obra de Arte.

As cópias das edições limitadas das obras podem ser colocadas on line aqui sendo o acesso facultado após a aquisição do conjunto referido.





Julgo que a afixação do selo de autenticidade na parte frontal da fotografia a desvaloriza estéticamente.
O site parece ter uma navegação pouco evidente pelo menos para mim.

Uma coisa é certa. Uma verdadeira obra de Arte fotográfica parece dever ser assinada.

Retratos - 18


sábado, 29 de dezembro de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Devem os artistas assinar as suas obras fotográficas ?

Para tentarmos responder a esta questão basta fazer uma rápida pesquisa pela internet para nos apercebermos que as opiniões são diversas sobre este assunto com adeptos nos dois campos.

Não identificar de nenhuma forma as imagens é uma solução. Talvez não a melhor. Pelo menos, um registo escrito a lápis por detrás possa ser uma solução por exemplo.
Eu uso - por enquanto - uma simples nota impressa no reverso com referência aos direitos de autor, o meu nome e contactos.

Uma das alternativas às variadas soluções de autentificação e identificação de uma obra é a da EPSON que mostra artistas a assinar as imagens dedicando ao assunto um video que inseri aqui para visualização.
Qualquer pessoa pode ser um artista Digigraphie sendo esta uma outra forma de identificação e autenticidade de uma obra com a imposição de uma marca de água na imagem.


Art Wolf é um exemplo disso. Usa a assinatura como se fosse um carimbo, uma marca.
Lois Greenfield também. Tantos...
-
Outras marcas propõem alternativas. Mas isso fica para amanhã.
-
Falar de fotografia teria invariavelmente que me fazer cair na referência a marcas de uma forma ou de outra. Assim, mencionarei as mesmas sempre que considerar de interesse para o meu blog.

Retratos - 16


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

2013 está a chegar

Apesar das perspectivas que se apresentam a todos nós Portugueses no ano que se aproxima desejo a todos os leitores do meu jovem blog e suas famílias um 2013 com Saúde.

"O ano que agora está a terminar foi talvez o ano mais difícil de que tenho memória desde 1974, mas foi também o ano em que mais semeámos para o futuro para que uma crise como a que estamos a viver não volte a ocorrer" palavras de Passos Coelho no dia 21 de Dezembro de 2012 na Assembleia da República.

Brilhante ! Frase de grande alcance e profundidade.
Que Deus Todo Poderoso tenha piedade da sua alma !
Em 1974 o actual Sr. Primeiro Ministro de Portugal tinha 10 aninhos.


Reuniões mensais na ARTISET

ARTISET utiliza uma sala no primeiro andar da Casa da CulturaRua Detrás da Guarda, 26 a 34 Setúbal ) onde a instituição realiza entre outras actividades, exposições de ambito local nacional ou internacional de artistas e reuniões mensais submetidas à temática da fotografia.

Os encontros, iniciados há alguns anos pelo grupo Fotogenias ao qual pertenço, realizam-se agora no ambito da referida instituição constando da projecção e discussão de imagens, aspectos técnicos ou/e artísticos e outros assuntos de interesse para os presentes.

Em 2012 estabeleceu-se que as reuniões no ano seguinte se fariam sempre na primeira terça-feira de cada mês.

Seguindo esta lógica, a primeira reunião de 2013 realizar-se-ia na primeira terça-feira de Janeiro  mas acabou por ser deslocada por razões óbvias,  para a segunda terça-feira do mês ou seja dia 8.

Venho pois convidar-vos a comparecer e participar na discussão sempre amigável e proveitosa. Obrigado.

Dia 8 de Janeiro 2013 após as 21 horas
Espaço das Artes ( Casa da Cultura, Setúbal ) venha conversar sobre Fotografia



Retratos - 14


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

Foto de família

Neste Natal aproveite estar com a família junta e faça uma fotos de conjunto. Para o próximo faça o mesmo e vai ver que é muito interessante ver as crianças mais crescidas ou menos interessante ver-se mais velho mas sempre rodeado (ou não) daqueles que lhe estão próximos.

Faça assim: se tem uma máquina simples e pouco ou nenhum equipamento limite-se a colocar a máquina em cima de um móvel no automático com o temporizador ligado e reze pelo melhor.
Este método usado desde tempos imemoriais nem sempre resulta bem. É um bocado aleatório como a lotaria.
Antes pelo contrário pois se não se esforçar só o acaso o pode ajudar na obtenção de uma boa foto.
O melhor mesmo é testar hoje porque amanha está aí o pessoal todo e a foto não pode falhar.

Se tem uma máquina melhorzinha então tem mais responsabilidades mas o trabalho básico está definido: máquina no tripé ou em cima do móvel (cuidado com a bandoleira não fique pendurada e cause um acidente em que a máquina vá parar ao chão), modo Manual de preferência, focagem acertada, temporizador ligado e bumba lá vai disto.

Se tiver um flash, aí é bem melhor pois pode fazer uns testes para captar com mais requinte o ambiente agradável da família.
Uma flashada para o tecto resulta muito bem na generalidade dos casos.

Ultimas e rápidas sugestões: sente uns no sofá, outros no chão, outros em pé mas apanhe todos. Tente ficar com campo visual maior do que o aparentemente necessário.

Mantenha a máquina na mesma posição - rigorosamente se faz favor - e faça 5 ou 6 disparos (sempre com o temporizador para poder ficar no retrato) para mais tarde poder manipular a foto e conseguir uma imagem final em que todos estejam bem, sorridentes.

Não se esqueça de fotografar a comida. Com esta crise nunca se sabe o que terá para o ano que vem.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Papel fotográfico Ilford

  Em alternativa ao papel que utilizo para imprimir as minhas fotos (Hahnemuhle Photo Rag Baryta 315 gramas) procurei uma alternativa mais económica mas que tivesse prestações semelhantes.

  O papel que compro é sempre em A4 ou A3 obtendo o A5 através do corte do formato mais pequeno. O corte é feito numa guilhotina industrial obtendo assim folhas com as dimensões exactas senão mesmo aproximadas ao milímetro. Este é um aspecto importante para conseguir que a impressora "coma" as folhas sem problemas.

   Comprei então papel Ilford Gold Fiber Silk 310 gramas depois de fazer uma busca na web e de ter trocado impressões com outras pessoas.
   O papel é um bocado mais barato...
  A caixa da Ilford é fornecida com 50 folhas enquanto a da Hahnemuhle tem 25 e com preço ligeiramente superior.
  Será que vale a pena ? Estou desconfiado que é capaz de não compensar. Nada como avaliar depois de imprimir umas quantas imagens.
-
  Hoje fui cortar o papel e qual não foi o meu espanto quando verifiquei que o interior da caixa estava sujo e que a primeira folha estava manchada em consequência.
  Ambos os papéis são fornecidos em caixas de cartão forradas com o papel da marca tendo o Hahnemuhle uma caixa mais sólida com um plástico envolvendo as folhas - que não aparece no Ilford - e folheto de instruções que a Ilford também não tem.

Vou imprimir e avaliar os resultados.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Outro atendimento descuidado

Começo a pensar que a culpa é minha !

Entro em Setúbal numa loja que vende tinteiros para impressoras, mostro o tinteiro original já consumido e peço um igual.
Nem olhei para ver se era igual ou não. Saí e qual não foi a minha surpresa quando verifiquei que o tinteiro não cabia na impressora  não sendo portanto o indicado.

Voltei à loja que me devolveu o dinheiro dizendo-me o empregado que era a primeira vez que isto acontecia, que levasse lá a impressora que ele próprio instalava o tinteiro. Devia estar a gozar comigo.
Também agora desta vez não vou indicar onde foi que isto me aconteceu. Mas qualquer dia...
-
Mas sosseguem os meus amigos amantes da fotografia que não uso tinteiros reciclados ou sem ser de marca nas minhas impressões de imagens.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mau atendimento em loja

Estive hoje em Lisboa numa loja que imprime fotografias que faz também colagens e emolduramentos - da qual não vou revelar o nome - e fiquei impressionado pelo mau atendimento.

Quando cheguei tudo bem. A Senhora chamou o empregado que me veio atender. Tinha uma aspecto descuidado com barba por fazer. É verdade que se pode ter a barba por fazer mas não ter aparência descuidada...

Estava eu a explicar ao que vinha quando entrou um tipo que lhe dirigiu de imediato a palavra interrompendo a nossa conversa. Tal não foi o meu espanto quando começaram a falar despreocupadamente. Quando se voltou novamente para mim continuei.

Repete-se a cena. Nova interrupção intempestiva.
Perguntei-lhe se não queria falar com a outra pessoa antes de me atender. Disse que não e lá retomei o meu discurso.

Perguntei-lhe então por papel, por papéis que usassem para imprimir ou plotar as imagens...

Saca lá de baixo um molho de folhas dobradas, amarrotadas e mais ou menos ao monte e diz-me que são aqueles os papéis com que trabalham.

Perguntei-lhe quais os baritados mas estava difícil de distinguir. Tinha de se virar a impressão para saber qual era. Mas eram todos Epson isso assegurou-me. Esta marca ficou aqui mal no retrato. A loja também.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Revistas de fotografia

Dou-me ao luxo - por enquanto - de assinar duas publicações de fotografia que julgo serem de grande categoria.
Recebi hoje uma delas, a Lenswork (USA) de que vos mostro aqui a capa.

É uma publicação dedicada ao preto e branco com uma complementar alternativa informática em que aparecem imagens a cores além das publicadas em papel.
Não se pode gostar de tudo mas na generalidade o que se vê nesta publicação - da outra falarei outro dia e oportunamente - são imagens de grande categoria sempre submetidas a temas.
-
Folheando esta publicação encontramos imagens espectaculares por exemplo de Olivier Du Tré um pouco dentro da linha de Michael Kenna, por exemplo.
Muito bom, muito bom.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Proporções no enquadramento

Como regra, uso três ou quatro dimensões tipo para fazer o enquadramento.
    A - 1/1 ou seja, quadrado,
    B - 3/4 em que normalmente a dimensão maior é vertical e
    C - 3/5 em que a dimensão maior é horizontal

Os retratos por exemplo, são sempre na proporção 3/4 enquanto as paisagens são em 3/5 podendo no entanto ser também em 3/4 mas na horizontal.
Tal procedimento permite-me ter uma sequência lógica de acções já estabelecidas e coerentes poupando tempo e mantendo qualidade de trabalho.

Certo tipo de séries como a dos retratos por exemplo, utiliza apenas o formato 3/4 na vertical o que confere uma coerência visual a um conjunto temático que eu queira mostrar.
No entanto, não há regra sem excepção e a excepção confirma a regra. :)


domingo, 16 de dezembro de 2012

Vidro ou não ?

Em Janeiro de 2013 vou ter oportunidade de fazer uma pequena exposição que anunciarei aqui oportunamente.
Já tenho as impressões feitas faltando-me agora as molduras e os passe-part-tout. (Não sei bem se passe-part-tout se escreve assim na medida em que a palavra já estará nacionalizada, mas adiante.)

As molduras vou comprá-las onde são baratas e os passes vão ser feitos em Setúbal num fornecedor/loja conhecido na cidade.

Há algum tempo quando iniciei o tema, coloquei a questão de utilizar um vidro para proteger a imagem e olhei então para as opções.
    A primeira é usar um vidro normal que produz muitos reflexos e cuja escolha foi imediatamente rejeitada.
    A segunda é usar um vidro anti-reflexo que retira qualidade à imagem cortando-lhe o brilho, o recorte etc.
   A terceira e última utiliza um vidro designado por "museu" que corta os reflexos e mantém as qualidades da imagem mas com um defeito muito grande: é insuportavelmente dispendioso.

Face ao problema resolvi a coisa de forma prosaica: não leva vidro.
Dir-me-ão que a solução escolhida vai permitir que as moscas deixem a sua assinatura sobre as áreas expostas. De facto, assim vai ser. Mas devemos também deixar que os insectos expressem livremente a sua opinião.

Foi esta a forma que achei para contornar o assunto.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Retratos - 1



Todos os dias vou colocar aqui e no Facebook uma fotografia a preto e branco tirada por mim algures pelo Mundo por onde passei.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Folios

Vou lançar em Janeiro aquilo que por vezes se designa por Folio isto é, uma pequena colecção de fotografias de alta qualidade impressas em papel baritado com tintas de longa duração dentro de um envelope especialmente criado para o efeito.
As imagens são todas a preto e branco e fazem parte de uma colecção mais vasta.

Eis algumas das imagens que comercializarei a preço muito acessível. Poder-se-á argumentar que a comercialização virá tarde porque em Janeiro de 2013 o Natal já terá passado mas não foi possível implementar o trabalho mais cedo com a qualidade que exijo.

À procura do Santo Graal


Ou à procura da fotografia que há-de sair impecável, linda e de sucesso.

Um amigo destas andanças da fotografia compra equipamento com frequência numa tentativa de conseguir dessa forma produzir as imagens que bailam na sua cabeça.
Tenho-lhe dito frequentemente que deve explorar o material que tem até sentir necessidade de avançar para novas compras.

Julgo sinceramente que assim deve ser.
A compra de mais equipamento, quer ele seja uma segunda máquina fotográfica, um flash ou outro material qualquer, deve ser feita com calma e com critério após se "sentir" que isso é necessário para conseguir melhor fotografia.
Depois, ponderar a opção escolhida, falar com quem sabe, perguntar em forums da especialidade e só então avançar, sob pena de estarmos a desperdiçar recursos num tão difícil momento.