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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Muito cá de casa - 2013 - António Jorge Gonçalves


Chega a vez de António Jorge Gonçalves integrar o projecto "Muito cá de casa - 2013"...
Apareça para ouvir o autor sobre o seu mais recente trabalho publicado "Bem dita crise".

domingo, 28 de abril de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Não ao focar e enquadrar III


A experiência anterior mostrada na parte II não parecia muito conclusiva mas se a teoria o justifica plausivamente é porque a prática ou estava mal feita ou o desvio era tão pequeno que se tornava irrelevante e portanto eventualmente desprezível à vista desarmada.
Julgo que é isso mesmo que pode acontecer. Mas cuidado com esta conclusão da qual tenho agora mais a certeza: é que o erro pode ser pequeno mas também pode ser grande e resultar em resultados menos bons ou indesejáveis. Afinal depende um pouco da nossa exigência.

Então que fiz eu para demonstrar o falhanço da técnica "Focar e re-enquadrar" ?
Fotografei com o mesmo equipamento usado anteriormente - Canon 5D, Canon 24-70 f/2.8 - um objecto mas em modo macro ou tão próximo quanto a objectiva o permitia, pois ela não foi para isso desenhada.

O resultado é um plano focado muito evidente e que resolvi marcar com linhas brancas, afinal o plano que Michael Hobner marcou a verde e a azul quando deslocado. Aqui percebe-se claramente a sua deslocação.

© Antonio Correia
© Antonio Correia

Julgo que os resultados com outro equipamento fotográfico, diafragma etc. terá a ver com a exigência de qualidade do resultado obtido como referi anteriormente.

Há uma quantidade de variáveis em jogo mas a conclusão é evidente.

Focar e re-enquadrar não é a melhor forma de se conseguirem fotografias bem focadas onde - em princípio - se pretende.

No meu ponto de vista, aconselhar ou proceder dessa forma é um mau trabalho a não ser por ignorancia.

© Antonio Correia
Como nota extra devo ainda referir que o progressivo aumento de pontos de focagem nas máquinas - até pela própria evolução tecnólogica constante e por razões de maketing - é prova de que se deve escolher o ponto de focagem no local desejado através da colocação desse ponto no sítio correcto.

A máquina que usei foi uma Canon 5D mas o que se passa em relação aos pontos de focagem de uma Canon 5D MkIII é bem sinal que mais pontos permitem melhor focagem. Alguém duvida ?

@ dpreview

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Não ao focar e enquadrar II

Talvez o título dado a estes posts não devesse ter sido "Não ao focar e enquadrar" mas sim "Não ao focar e re-enquadrar" pois seria mais muito mais correcto pois que inicialmente é preciso fazer um enquadramento para se obter a focagem. Mas agora que está assim, assim vai ficar.
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Fotografia de partida
@ Antonio Correia

Realizei algumas experiências a fim de verificar - na prática - o que na teoria é evidente e que expliquei no primeiro post sobre esta matéria.
Então que máquina utilizei, que objectiva e que parametros ? Canon 5D, Canon 24-70 f/2.8 a 24mm, Modo manual, ISO 100, 1/320s,  f/2.8
Acabei com curiosos resultados que mostro aqui ampliados a 100%


@ Antonio Correia
A primeira foto foi tirada com o ponto central sobre o tronco da árvore enquanto a segunda com a técnica do re-enquadramento isto é, com a mesma focagem bloqueada da primeira fotografia mas com a máquina deslocada neste caso para a esquerda.

Já nesta fotografia composta se podem ver os dois resultados lado a lado. Fiz-lhe alguns ajustes de forma a fazer ressaltar a definição e o contraste.
Observemos pois esta última com um pouco mais de cuidado.

Praticamente na zona central não há  alteração significativa na focagem mas na zona superior e inferior os resultados são diferentes e opostos. Uma está focada em cima e a outra em baixo.
Poderíamos chegar assim à conclusão que estou errado quando sugiro o metodo do re-enquadramento após focagem.

Continuo a creditar que tenho razão apesar dos resultados. A deslocação que fiz foi efectivamente a que corresponde naquele angulo à distancia ponto central-ponto lateral sobre o mesmo local na árvore. Estou certo que uma deslocação mais generosa dará resultados bem diferentes.

Por outro lado não estou a considerar aqui a distancia focal da objectiva ou seja os valores da profundidade de campo que aqui se revestem de particular relevancia.

Apenas mais uma breve nota por hoje.
Estou convencido que neste caso o segundo resultado também está aceitável porque o tronco ficou dentro do espaço d definido na figura já mostrada no post anterior e que resolvi mostrar novamente.
Michael Hobner

Outros exemplos virão ...
Continua aqui

sábado, 13 de abril de 2013

Muito cá de casa - 2013 - António Mega Ferreira

António Mega Ferreira, António Ganhão e Teófilo Duarte animaram a sessão anunciada das conversas na  Casa da Cultura na noite do dia 12 de Abril de 2013.
Dentro do ambito do projecto "Muito cá de casa - 2013" tive oportunidade de fotografar o escritor mas como referi noutro post, não mostro as imagens captadas. Lá para o fim do ano logo se vê...
© António Correia

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não ao focar e enquadrar !

(Parte 2 e Parte 3)

Uma vez há muito tempo uma pessoa com responsabilidades dando uma formação sugeria que se fizesse a focagem primeiro e depois se enquadrasse a fotografia como desejado dentro de limites aceitáveis e quando necessário.

Na altura manifestei-me contra tal opção porque sabia que era errado fazê-lo. Tive de engolir o sapito para não arranjar bronca.

O tempo passou e o blog onde eu postava defendendo a minha posição desapareceu. A questão surgiu novamente numa conversa das reuniões informais.

Voltei então a fazer uma rapidíssima pesquisa pela web que confirmou aquilo que eu já sabia: Não se deve focar e enquadrar porque tal pode provocar focagens imprecisas.
O desenho que apresento é disso demonstrativo.
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A linha verde (-)representa um plano vertical paralelo ao sensor e para o qual se encontra feita a focagem. Ao introduzirmos uma rotação na máquina - admitindo que não é tridimensional mas apenas e rigorosamente horizontal para facilidade de raciocínio - no sentido da seta o plano de focagem passa a ser o representado pela linha azul (-) ficando pois a nossa florinha (A) desfocada ou com uma focagem incorrecta/menos precisa porque está fora do plano de focagem.
Reparemos que o raio do arco de circulo representado a tracejado é a distancia a que a objectiva está focada. A diferença d é a diferença que corresponde ao desfoque.
Dir-me-ão que a diferença representada é irrelevante e que não se vai notar. Talvez. Depende da objectiva, do factor de conversão da máquina, do tamanho do sensor, que fica dentro da profundidade de campo, etc..
Mas lá que ela existe, existe. E que pode ter importancia, pode !


Logo, o que há a fazer ?
Focar sempre com o ponto de focagem no sítio onde se pretende que o foco fique preciso, exacto.
Se por acaso ainda duvida, nada como o Google (Inglês) (Português) para lhe responder. É claro que nas respostas há que distinguir entre o que é válido e o que não é.
A opção é sua.
(Continua aqui)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Recebi no dia 10 de Abril de 2013 o número 105

Mais uma revista de nicho que muito me inspira porque de alta qualidade.
É sempre interessante navegar pelos links abaixo que permitem ver imagens de alguns fotografos publicados  de reconhecimento internacional.
www.lenswork.com



John DelaneyGolden Eagle Nomads - 19 imagens inseridas na publicação

Justin Hayden - Performance Pieces in Ice - 12 imagens inseridas na publicação

Francesca PhillipsWhite Monks: A Life in Shadows - 20 imagens inseridas na publicação

Martin StavarsMegalopolis - 14 imagens inseridas na publicação

Li Tan - The Art of Industry - 17 imagens inseridas na publicação

Textos pelo editor, Brooks Jensen. Em Inglês.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cidadãos



A existência humana deixa no planeta vestígios, traços incontornáveis e irreversíveis que se perpetuam pelos tempos. O Homem sempre desempenhou um papel fundamental na evolução e no desenvolvimento - qualquer que ele seja - do Mundo e das sociedade onde se integra e às quais pertence.
Desde tempos longinquos que o Homem deixou a sua marca artística sobre suportes, nem sempre de grande perenidade, e que se constituem hoje como herança da Humanidade.
Os intervenientes ao longo da História da Humanidade viram a sua memória preservada pela representação artística e assim garantida a sua existência virtual para longos tempos.

Assim, das primeiras representações iconográficas passou-se hoje para as virtuais, fantasiosas fictícias até, da realidade envolvente e dos seres humanos que habitam o planeta ou para lá dele numa visão cósmica da existência humana.


Com base nesta ideia, julguei ser interessante definir um trabalho fotográfico cujo objectivo fosse construir uma colecção que fará parte do património contemporâneo de figuras marcantes, pessoas naturais ou não da cidade/concelho, mas a ela ligados e que desempenhem ou tivessem desempenhado papéis de relevo nas comunidades local, nacional ou internacional em qualquer área de actividade.

No entanto e no sentido de alargar o conceito permitindo contudo a sua exequibilidade, julguei interessante poder estender a ideia a outras cidades do Mundo. Assim, proponho que a ARTISET peça a colaboração da Câmara Municipal de Setúbal para por sua vez, esta solicitar às cidades com as quais tem geminação a troca e intercâmbio de imagens que seriam reunidas em exposições a levar a efeito nos espaços locais disponíveis ou noutros locais onde cada um dos Municípios achasse conveniente e vantajosa a sua divulgação podendo com facilidade e magros custos encarar-se a possibilidade de publicação de um livro “on line”, ebook ou outra/s iniciativas do género. O conjunto dos trabalhos seria apresentado em Português, Francês e Inglês.



Estamos perante uma iniciativa internacional que ultrapassa o ambito da cidade de Setúbal e da ARTISET e que permite não só o permuta cultural mas também o convívio, a fraternidade entre povos e cidadãos de culturas diferentes, a promoção das cidades, países, cidadãos e autores envolvidos.



As pessoas a fotografar serão as que os fotografos envolvidos neste projecto decidirem, cada um com a sua realidade local. No entanto, o critério deverá partir de níveis rigorosos, apertados e elevados de cidadania, sendo os retratos acompanhados obrigatoriamente de um curriculo do fotografado.

A participação dos visados será feita a título gratuito e mediante a assinatura de uma declaração autorizando a captação de imagens.

Entreguei documento muito idêntico a este à ARTISET que por sua vez o encaminhou para a Camara Municipal de Setúbal e cuja resposta se aguarda.

No entanto, nada me impede de arrancar com o projecto sózinho pois afinal, até conheço muitos e muitos conterrâneos. Aqueles que tenho convidado acolhem favoravelmente a ideia. Já tive oportunidade de fotografar duas pessoas. Não irei mostrar aqui o trabalho à medida que o fôr fazendo mas a imagem abaixo representa o "modelo" de apresentação que pretendo seguir, imagens captadas em diferentes sítios e informais.

Este projecto durará anos e deverá ter pelo meio mostras do trabalho realizado de acordo com as disponibilidades. Estou sempre à procura de notáveis. Se preenche os requisitos acima faça o favor de me contactar para imagens@antoniocorreia.com Obrigado.

Junto então este projecto ao outro já em curso: "Muito cá de casa - 2013"

terça-feira, 9 de abril de 2013

Consulta informal

Agora passei a consultor... como se para isso tivesse categoria.
Mas enfim, ajudo como posso e sei.
Uma pessoa que conheci pela web enviou-me um mail com o teor seguinte:

"Bom dia...
Não me mande ler o dito cujo... manual... !!!!!!
Umas dica para tirar rendimento da máquina...
O meu colega só fotografa em RAW , com os brancos automáticos e manual .
Ocupa muito espaço no cartão só tenho 1 Gb ..... mas as fotos ficam boas ...
Para interior ( fotografar a minha maquete de comboios ) o que aconselha ????
Para exterior , manual .... automático .... P ?????
Diga-me alguma coisa !!!!!!!!!!
Na outra tinha a posição de Desporto e Paisagens e não me dava mal com ela ....e também tirava em Manual , mas se vinha uma nuvem ... lá íam as compensações .....!!!!!
...
Obrigado pela atenção dispensada e .... Até já ..."

Anteriormente tinha-lhe mandado ler o FDPDM (Filho Da Puta Do Manual) ou seja o FM (Fucking Manual) para saber mais da máquina que comprou em segunda mão, uma belíssima Canon 5D (Manual pdf da Canon 5D). Parece que ler manuais não é do agrado de ninguém. É uma grande chatice. Montes de páginas com texto seco onde às vezes nem os termos se sabe o que significam. Acontece a todos.
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Tirar melhor rendimento da máquina
Pois é claro. Fotografar só em RAW é como se deve fazer. Fotografar neste formato é garantir o máximo de qualidade nas fotos. Enquanto o formato JPG faz compressões o outro é o negativo, aquele que não é passível de ser destruído por sobreposição. (RAW é da Canon, NEF da Nikon, etc.)
É também aquele em que é possível fazer acertos no balanço de brancos e este é um aspecto importante quando fôr fotografar as suas maquetes de comboios.
No entanto, deverá ter em atenção que não convirá - por questões de simplicidade - misturar luz com balanços de branco diferentes.
Veja se as suas luzes disponíveis - que eu não sei quais são - emitem luz com a mesma cor antes de iniciar o trabalho das maquetes.

Cartão de 1GB ? Compre já um de 16 ou 32 GB que seja rápido. Eu uso um Sandisk Extreme III na Canon 5D que era na altura o melhor para esta máquina. Não compre mais rápido porque a máquina não tira proveito disso.
Terá de procurar na web qual o cartão que o fabricante ainda vende e que melhor se adapta à 5D. Não compre cartões em segunda mão e formate-os sempre antes de os usar.

Fotografe em programa (P) ou com prioridade à abertura (Av) tendo em atenção que em qualquer dos casos pode estar a fotografar com velocidades demasiado baixas o que pode fazer tremer a foto. Opte pelo manual (M) se se sentir mais confortável.

O seu computador não aguenta ficheiros tão grandes ? Oh diabo !... Compre um Mac.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Muito cá de casa - 2013

Sob este título, Teofilo Duarte propõe conversas com personalidades dos diversos ramos culturais na Sala José Afonso no primeiro andar da Casa da Cultura em Setúbal.
Fui convidado por ele para fotografar as pessoas que convida ao longo do ano com vista a uma exposição e/ou publicação o que - evidentemente - muito me agradou.
Já se encontra calendarizada uma lista de intervenções que incluem pessoas como António Mega Ferreira ou Fernando Rosas passando por Helder Moura Pereira entre outros.
Não publicarei as imagens captadas senão apenas lá para o fim do ano ou até um pouco mais tarde, no início de 2014.

A título informativo foram Teófilo Duarte e o atelier que coordena DDLX, os responsáveis pela imagem gráfica e comunicacional deste equipamento da cidade cujo projecto de Arquitectura é do meu jovem colega Arquitecto Gonçalo Silva.